quinta-feira, 7 de agosto de 2014



É assim, num caminho infinito, que vamos prosseguir para o encontro espiritual com Deus!

1 – A Criação de Deus


No início o que É, era tudo que havia. Porém, Tudo Que É não podia
conhecer-se – porque não havia mais coisa alguma. E então, Tudo Que É...
não era. Porque, na ausência de outra coisa, Tudo Que É, não É. Esse é o 
grande Ser ou Não Ser a que os místicos se referem desde o início dos 
tempos. Tudo Que É sabia que era tudo que existia – mas isso não era 
suficiente, porque só podia conhecer a sua total magnificência 
conceitualmente, não experimentalmente. Contudo, a experiência de Si 
Mesmo era aquilo pelo que ansiava, porque desejava saber como era ser tão 
magnificente. Mas isso era impossível, porque o próprio termo 
“magnificente” é um termo relativo.
Tudo Que É só poderia saber como era ser magnificente, quando o 
que não é surgisse. Na ausência do que não é, o que é, não é.A única coisa 
que Tudo Que É sabia é que nada mais havia. Portanto, nunca poderia 
conhecer a Si Mesmo a partir de um ponto de referência externo. Esse ponto 
não existia. Só existia um ponto de referência interno. O “É - Não É”. O 
“Sou - Não Sou”. 
Mas o Tudo de Tudo decidiu conhecer-se experimentalmente. Essa
 energia – pura, não vista, não ouvida, não observada e, portanto, 
desconhecida por qualquer outra energia – decidiu experimentar a Si Própria 
em toda a sua magnificência. Para fazer isso, percebeu que teria de usar um 
ponto de referência interno.
Decidiu bastante corretamente, que qualquer parte de si própria 
teria necessariamente de ser menos do que o todo, e que se simplesmente se 
dividisse em partes, cada uma delas, sendo menos do que o todo, poderia 
olhar para o restante e ver magnificência. E então Tudo Que É dividiu-se – 
tornando-se, em um momento glorioso, o que é isto, e o que é aquilo. Pela 
primeira vez, existiram isto e aquilo, bem separados um do outro, e ainda 
assim, simultaneamente. Como tudo que não era nem um e nem outro. 
Portanto, existiram subitamente três elementos: o que está aqui, o que está 
lá, e o que não está aqui nem lá, mas que devia existir para que lá e aqui
existissem.
É o nada que contém o tudo. É o não-espaço que contém o espaço. 
É o todo que contém as partes. Agora esse nada que contém o tudo é o que 
algumas pessoas chamam de Deus. Porém, isso também não é exato, porque 
sugere que há algo que Deus não é – a saber, tudo que não é “nada”. Mas 
Eu Sou Todas as Coisas – visíveis e invisíveis – por isso essa descrição de 
Mim como o Grande Invisível – o Nada, ou o Espaço no Meio, uma definição 
mística de Deus essencialmente oriental, não é mais exata do que a descrição 
prática de Deus essencialmente ocidental como tudo que é visível. As pessoas 
que acreditam que Deus é Tudo Que É e Tudo Que Não É, são aquelas cuja 
compreensão é correta. 


Continua...1


















































































































































































































































não vista, não ouvida, não observada e, portanto, 

desconhecida por qualquer outra energia – decidiu experimentar a Si Própria 
em toda a sua magnificência. Para fazer isso, percebeu que teria 
de usar um ponto de referência interno.
Decidiu bastante corretamente, que qualquer parte de si própria 
teria necessariamente de ser menos do que o todo, e que se simplesmente se 
dividisse em partes, cada uma delas, sendo menos do que o todo, poderia 
olhar para o restante e ver magnificência. E então Tudo Que É dividiu-se – 
tornando-se, em um momento glorioso, o que é isto, e o que é aquilo. Pela 
primeira vez, existiram isto e aquilo, bem separados um do outro, e ainda 
assim, simultaneamente. Como tudo que não era nem um e nem outro. 
Portanto, existiram subitamente três elementos: o que está aqui, o que está 
lá, e o que não está aqui nem lá, mas que devia existir para que lá e aqui existissem.
É o nada que contém o tudo. É o não-espaço que contém o espaço. 
É o todo que contém as partes. Agora esse nada que contém o tudo é o que 
algumas pessoas chamam de Deus. Porém, isso também não é exato, porque 
sugere que há algo que Deus não é – a saber, tudo que não é “nada”. Mas 
Eu Sou Todas as Coisas – visíveis e invisíveis – por isso essa descrição de 
Mim como o Grande Invisível – o Nada, ou o Espaço no Meio, uma definição 
mística de Deus essencialmente oriental, não é mais exata do que a descrição 
prática de Deus essencialmente ocidental como tudo que é visível. As pessoas 
que acreditam que Deus é Tudo Que É e Tudo Que Não É, são aquelas cuja 
compreensão é correta.

Continua....1

Nenhum comentário: