sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Continuando...3.2

Desejo de Deus

 O desejo é o começo de toda criação. É o primeiro pensamento, um 
sentimento profundo dentro da alma. É Deus escolhendo o que criar a seguir. 
E qual é o desejo de Deus? Eu desejo primeiro saber e experimentar Quem 
Sou, em toda plenitude, para conhecer Quem Realmente Sou. Antes de criar 
você – e tudo que há no Universo – era impossível compreender isso.
 Em segundo, Eu desejo que vocês saibam e experimentem Quem 
Realmente São, através do poder que lhes dei de criar e experimentar a 
si mesmos do modo que escolherem. Em terceiro, Eu desejo que todo o 
processo da vida seja uma experiência de alegria constante, criação contínua, 
desenvolvimento incessante e plena em todos os momentos.
 No momento de sua conscientização total (que poderia ocorrer a 
qualquer tempo), vocês também se sentirão como Eu sempre me sinto. Serão 
totalmente alegres, amorosos, compreensivos, glorificados e gratos. Estas 
são as Cinco Atitudes de Deus e antes de terminarmos este diálogo Eu lhes 
mostrarei como colocá-las em prática em suas vidas que agora podem levá-
los, e os levarão, à Santidade. 
 Eu criei um sistema perfeito por meio dos quais esses desejos podem ser 
realizados, e estão sendo realizados agora. A única diferença entre vocês e 
Eu, é que Eu sei disso. Você tem uma parceria com Deus. Nós fizemos uma 

Reconciliação com Deus

 Se você pensa que Deus é um ser onipotente que ouve todas as preces, 
diz “sim” para algumas, “não” para outras e “talvez, mas não agora” 
para o restante, está enganado. Seguindo que regras Ele decidiria? Se você 
pensa que Deus é criador e direcionador de todas as coisas em sua vida, está 
enganado. Deus é observador, não o criador. E Ele está pronto para ajudá-
lo a viver, mas não do modo que você poderia esperar. Não é função de Deus 
criar, ou não criar, as situações ou funções de sua vida. Deus criou você à 
sua imagem e semelhança. Você criou o resto, através do poder de Eu lhe 
 Deus criou o processo da vida e a própria vida como os conhece. 
Contudo, deu-lhes o livre-arbítrio, para fazer dela o que quiser. Neste sentido, 
seu desejo para si mesmo é o desejo de Deus para você. Você vive de um 
determinado modo, e Eu não tenho preferência no que diz respeito a isso. 
Essa é a grande ilusão de vocês: que Deus se importa com o que fazem. Eu 
não me importo com o que fazem, e é duro ouvir isso.
 Contudo, em certo sentido, Deus não se importa nem mesmo com o 
resultado. Nem com o resultado final. Porque este é certo. Eis aí a segunda 
ilusão do homem: que o resultado da vida é incerto. É essa dúvida a respeito 
do resultado final que criou o seu maior inimigo – o medo. Porque se você 
duvida do resultado, duvida de Deus – não crê Nele. 

E se não crê em Deus, viverá para sempre com medo e culpa.

 No entanto, Deus tem o pleno poder de combinar as intenções com 
os resultados. Vocês não conseguem, e nem conseguirão, acreditar nisso 
(embora afirmem que Deus é Todo-Poderoso), e então criam em sua 
imaginação um poder análogo ao de Deus, para encontrar um modo da 
Vontade Divina ser contrariada. Isso vai contra tudo que vocês dizem saber 
sobre Deus, mas não importa. Vocês vivem com as suas ilusões, e por isso 
sentem medo, porque decidiram duvidar de Deus.
 Mas e se tomassem uma nova decisão? Qual seria o resultado? Eu 
lhes digo: viveriam como Buda. Como Jesus. Como todos os santos que 
já veneraram. Entretanto, como ocorreu com a maioria desses santos, as 
pessoas não os compreenderiam. As pessoas se perguntariam como vocês 
podiam ter o que elas não tinham. E então sentiriam inveja. Logo a inveja se 
transformaria em raiva, e em sua raiva tentariam convencê-los de que eram 
vocês que não compreenderiam Deus. 
E se não conseguissem estragar a sua alegria, tentariam prejudicá-
los, tamanha raiva que sentiam. E quando vocês lhes dissessem que isso não 
importava, que nem mesmo a morte poderia tirar a sua alegria, ou mudar a 
sua verdade, certamente os matariam. Então quando vissem a paz com que 
aceitavam a morte, seriam considerados santos, e amados de novo. Porque 
é típico da natureza humana amar, depois destruir, e então amar novamente o 
que valorizam mais.

continua...3.2

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