12 – A Morte
A experiência da energia sendo colocada em um nível
mais elevado é muito sublime. Logo se torna a experiência mais desejada. Você
nunca perde totalmente seu gosto pela energia em um nível menos elevado – pelas
paixões básicas – e nem deveria tentar perdê-lo. Porque o que é mais elevado
não pode existir sem o que é menos elevado em sua experiência – como Eu
salientei muitas vezes. Quando você chega ao nível mais elevado, deve ir para o
nível menos elevado para experimentar novamente o prazer de ir para o nível
mais elevado.
Não
existe uma “roda cármica”. Não do modo que a imaginaram. Muitos de vocês a
imaginaram como uma roda de moinho que gira exaustivamente como uma forma de
reparar erros passados, tentando não cometer erros novos. É o que alguns chamam
de “roda cármica”. Isso não é muito diferente de algumas de suas teologias
ocidentais, porque nos dois modelos vocês são vistos como pecadores indignos,
tentando se purificar para atingir o próximo nível espiritual.
Eu
chamo de Roda Cósmica a experiência que descrevi aqui porque nela não existe
indignidade, expiação de pecados, punição ou “purificação”. A Roda Cósmica
simplesmente descreve a realidade máxima, ou o que vocês poderiam chamar de
cosmologia do universo. É
o ciclo da vida, ou o que às vezes chamo de O Processo. É uma metáfora que
descreve a natureza sem início e sem fim das coisas; o caminho que sempre leva
a tudo, que a alma percorre alegremente por toda a eternidade. É o ritmo
sagrado da vida, no qual você move a Energia de Deus.
Quando você morre, não para de criar. O motivo pelo
qual você não para de criar quando morre, é que nunca morre. Não pode morrer.
Porque é a própria vida. E a vida não
pode não ser vida. Portanto, você não pode morrer. Então, no momento da sua
morte, o que acontece é que... você continua a viver. É por esse motivo que
muitas pessoas que “morreram” não acreditam nisso – porque não têm a
experiência de estarem mortas. Pelo contrário, sentem-se (porque estão) muito
vivas. Por isso, há confusão.
O
Eu pode ver o corpo deitado lá, todo encolhido, sem se mover, contudo, o Eu
subitamente se move por toda parte. Muitas vezes tem literalmente a experiência
de voar por todo o aposento – e então de estar em algum lugar no espaço, tudo
de uma só vez. E quando deseja um determinado ponto de observação, vê-se o
experimentando. Se a alma (o nome que agora daremos ao Eu) se perguntar,
“porque o meu corpo não está se movendo?”, se verá bem ali, pairando sobre o
corpo, observando curiosamente sua imobilidade. Se alguém entrar no aposento e
a alma pensar “quem é?”, imediatamente ficará em frente, ou perto, dessa
pessoa.
Assim, em um período muito curto de tempo, a alma
aprende que pode ir a qualquer lugar – com a velocidade do seu pensamento. Ela
se sente dominada por uma sensação incrível de liberdade e leveza, e
geralmente
demora um pouco para “se acostumar” com a movimentação que acompanha todos os
seus pensamentos.
A alma pode existir, observar e realizar atividades
nesses lugares ao mesmo tempo, sem dificuldade ou confusão. Então pode “se
reunir”, voltando ao lugar, simplesmente se concentrando. A única diferença é a velocidade com a qual você
experimenta o resultado. Na espiritual não há intervalo; os resultados são
imediatos.
As almas
recém-desencarnadas se lembram de monitorar com muito cuidado seus pensamentos,
porque tudo que pensam experimentam. Se as almas encarnadas aprendessem a
controlar seus pensamentos de modo tão rápido e eficiente quanto as
desencarnadas, todas as suas vidas iriam mudar.
Na
criação da realidade individual o controle do pensamento, ou o que alguns
poderiam chamar de oração – é tudo. O controle do pensamento é a forma mais
elevada de oração. Não habita na negatividade e na escuridão. E até mesmo nos
momentos em que as coisas parecerem ir mal, só veja perfeição, só expresse gratidão,
e só imagine qual manifestação de perfeição escolherá a seguir. Nessa fórmula é
encontrada a tranqüilidade. Nesse processo é encontrada a paz. Nessa
consciência é encontrada a alegria. Eu repito que ocorre o mesmo com as almas
ainda encarnadas, exceto que os resultados em geral não são tão imediatos.
Bibliografia:
“Conversando
com Deus” – volume 3 – Neale D.
Walsch - Ed. Ediouro

Nenhum comentário:
Postar um comentário