segunda-feira, 11 de agosto de 2014




12 – A Morte

        
A experiência da energia sendo colocada em um nível mais elevado é muito sublime. Logo se torna a experiência mais desejada. Você nunca perde totalmente seu gosto pela energia em um nível menos elevado – pelas paixões básicas – e nem deveria tentar perdê-lo. Porque o que é mais elevado não pode existir sem o que é menos elevado em sua experiência – como Eu salientei muitas vezes. Quando você chega ao nível mais elevado, deve ir para o nível menos elevado para experimentar novamente o prazer de ir para o nível mais elevado.
            Não existe uma “roda cármica”. Não do modo que a imaginaram. Muitos de vocês a imaginaram como uma roda de moinho que gira exaustivamente como uma forma de reparar erros passados, tentando não cometer erros novos. É o que alguns chamam de “roda cármica”. Isso não é muito diferente de algumas de suas teologias ocidentais, porque nos dois modelos vocês são vistos como pecadores indignos, tentando se purificar para atingir o próximo nível espiritual.
            Eu chamo de Roda Cósmica a experiência que descrevi aqui porque nela não existe indignidade, expiação de pecados, punição ou “purificação”. A Roda Cósmica simplesmente descreve a realidade máxima, ou o que vocês poderiam chamar de cosmologia do universo.                                                         É o ciclo da vida, ou o que às vezes chamo de O Processo. É uma metáfora que descreve a natureza sem início e sem fim das coisas; o caminho que sempre leva a tudo, que a alma percorre alegremente por toda a eternidade. É o ritmo sagrado da vida, no qual você move a Energia de Deus.
Quando você morre, não para de criar.  O motivo pelo qual você não para de criar quando morre, é que nunca morre. Não pode morrer. Porque  é a própria vida. E a vida não pode não ser vida. Portanto, você não pode morrer. Então, no momento da sua morte, o que acontece é que... você continua a viver. É por esse motivo que muitas pessoas que “morreram” não acreditam nisso – porque não têm a experiência de estarem mortas. Pelo contrário, sentem-se (porque estão) muito vivas. Por isso, há confusão.
            O Eu pode ver o corpo deitado lá, todo encolhido, sem se mover, contudo, o Eu subitamente se move por toda parte. Muitas vezes tem literalmente a experiência de voar por todo o aposento – e então de estar em algum lugar no espaço, tudo de uma só vez. E quando deseja um determinado ponto de observação, vê-se o experimentando. Se a alma (o nome que agora daremos ao Eu) se perguntar, “porque o meu corpo não está se movendo?”, se verá bem ali, pairando sobre o corpo, observando curiosamente sua imobilidade. Se alguém entrar no aposento e a alma pensar “quem é?”, imediatamente ficará em frente, ou perto, dessa pessoa.
Assim, em um período muito curto de tempo, a alma aprende que pode ir a qualquer lugar – com a velocidade do seu pensamento. Ela se sente dominada por uma sensação incrível de liberdade e leveza, e
geralmente demora um pouco para “se acostumar” com a movimentação que acompanha todos os seus pensamentos.
A alma pode existir, observar e realizar atividades nesses lugares ao mesmo tempo, sem dificuldade ou confusão. Então pode “se reunir”, voltando ao lugar, simplesmente se concentrando. A única diferença é a velocidade com a qual você experimenta o resultado. Na espiritual não há intervalo; os resultados são imediatos.
 As almas recém-desencarnadas se lembram de monitorar com muito cuidado seus pensamentos, porque tudo que pensam experimentam. Se as almas encarnadas aprendessem a controlar seus pensamentos de modo tão rápido e eficiente quanto as desencarnadas, todas as suas vidas iriam mudar.
            Na criação da realidade individual o controle do pensamento, ou o que alguns poderiam chamar de oração – é tudo. O controle do pensamento é a forma mais elevada de oração. Não habita na negatividade e na escuridão. E até mesmo nos momentos em que as coisas parecerem ir mal, só veja perfeição, só expresse gratidão, e só imagine qual manifestação de perfeição escolherá a seguir. Nessa fórmula é encontrada a tranqüilidade. Nesse processo é encontrada a paz. Nessa consciência é encontrada a alegria.           Eu repito que ocorre o mesmo com as almas ainda encarnadas, exceto que os resultados em geral não são tão imediatos.


Bibliografia:
“Conversando com Deus” – volume 3 – Neale D. Walsch - Ed. Ediouro

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