sábado, 16 de agosto de 2014

continua.... 1-Jesus

Impacto histórico

Uma importante distinção entre um mito e uma pessoa real é como esta figura impacta a história. Por exemplo, muitos livros foram escritos e filmes foram produzidos sobre o Rei Artur de Camelot e seus Cavaleiros da Távola Redonda. Esses personagens tornaram-se tão notáveis que muitos acreditam terem sido pessoas reais. Porém os historiadores buscaram pistas da sua existência e não conseguiram descobrir nenhum impacto histórico exercido nas leis, ética ou religião. Um reino com a grandiosidade de Camelot teria certamente deixado suas marcas na história contemporânea. A falta de impacto histórico indica que o Rei Artur e seus Cavaleiros da Távola Redonda não passam de mito.
O historiador Thomas Carlyle disse: “Nenhum grande homem vive em vão. A história do mundo é como uma biografia dos grandes homens”. Como indicado por Carlyle, são as pessoas reais, não os mitos, que exercem impacto na história.
Como uma pessoa real, Alexandre afetou a história com suas conquistas militares, alteração de nações, governos e leis. E sobre Jesus Cristo e seu impacto no mundo?
Os governos do primeiro século da Judeia e de Roma não foram muito afetados pela vida de Jesus. O cidadão romano médio não sabia que ele existiu até muitos anos após sua morte, e a cultura romana permaneceu à parte de seus ensinamentos por décadas, e muitos séculos se passariam antes de matar cristãos no coliseu tornar-se um passatempo nacional. O resto do mundo do mundo teve pouco conhecimento dele. Jesus não liderou nenhum exército. Ele não escreveu nenhum livro nem mudou nenhuma lei. Os líderes judeus esperavam ter eliminado sua memória e parecia terem conseguido.
Hoje, contudo, a Roma antiga está em ruínas. As poderosas legiões de César e a pompa da potência imperial romana foram esquecidas. E como Jesus é lembrado hoje? Qual é a sua influência duradoura?
  • Mais livros foram escritos sobre Jesus do que sobre qualquer outra pessoa na história.
  • Nações usaram suas palavras como base para seus governos. De acordo com Durant, “o triunfo de Cristo foi o início da democracia”.
  • Seu Sermão no monte estabeleceu um novo paradigma de ética e moral.
  • Escolas, hospitais e trabalhos humanitários foram criados em seu nome. Harvard, Yale, Princeton e Oxford são algumas das universidades que devem aos cristãos sua fundação.
  • O papel elevado das mulheres na cultura Ocidental tem suas raízes em Jesus. (As mulheres dos dias de Jesus eram consideradas inferiores e praticamente não pessoas até seus ensinamentos serem seguidos.)
  • A escravidão foi abolida no Reino Unido e nos Estados Unidos com base nos ensinamentos de Jesus de que cada vida humana é valiosa.
  • Ex-dependentes de drogas e álcool, prostitutas e outros buscando propósito na vida declaram que ele é a explicação para a mudança nas suas vidas.
  • Dois bilhões de pessoas consideram-se cristãs. Enquanto algumas são cristãs apenas no nome, outras continuas a influenciar nossa cultura de acordo com os princípios ensinados por Jesus de que toda vida é valiosa e que devemos amar uns aos outros.
Incrivelmente, Jesus causou todo este impacto como resultado de apenas um período de ministério público de três anos. Se Jesus não existisse, deve-se imaginar como um mito poderia alterar tanto a história. Quando perguntaram ao historiador mundial H. G. Wells quem deixou o maior legado na história, ele respondeu: “nesta questão Jesus fica em primeiro lugar”.
As evidências documentadas e o impacto histórico apontam para o fato de que Jesus de fato existiu. E se Jesus de fato existiu, também podemos esperar descobrir suas marcas nos detalhes históricos. Os mitos não deixam tais detalhes que os confirmem.
Um dos pontos principais para Durant e outros estudiosos é o fator do tempo. Mitos e lendas geralmente levam centenas de anos para serem desenvolvidos—a história de George Washington nunca ter contado uma mentira é provavelmente uma mentira em si, até dois séculos terem tornado-a uma lenda. Notícias do cristianismo, por outro lado, alastraram-se rápido demais para serem atribuídas a um mito ou lenda. Se Jesus não tivesse existido, os que se opunham ao cristianismo com certeza teriam intitulado-o um mito desde o início. Mas eles não fizeram isso.
Tal evidência, em conjunto com os relatos históricos antigos e o impacto histórico de Jesus Cristo, convencem mesmo os historiadores mais céticos de que o fundador do cristianismo não era mito nem lenda. Mas um especialista em mitos não estava tão certo.
Como Muggeridge, o estudioso da Oxford C. S. Lewis estava inicialmente convencido de que Jesus não passava de um mito. Lewis declarou uma vez: “todas as religiões, isto é, mitologias… são somente uma invenção do homem—tanto Cristo quanto Loki”. (Loki é um antigo Deus nórdico. Como Thor, mas sem o rabo-de-cavalo.)
Dez anos após denunciar Jesus como mito, Lewis descobriu detalhes históricos, incluindo diversos documentos de testemunhas, confirmando sua existência.
Jesus Cristo impactou a paisagem da história como um grande terremoto. E este terremoto deixou um rastro maior que o Grand Canyon. Este é o rastro de evidência que convence os estudiosos que Jesus de fato existiu e realmente impactou nosso mundo há 2 mil anos atrás.
Um dos céticos que pensaram que Jesus era um mito foi o jornalista britânico Malcolm Muggeridge. Em uma designação da televisão para Israel, foram apresentadas a Muggeridge evidências sobre Jesus Cristo que ele não sabia que existiam. Ao visitar os locais históricos—o local do nascimento de Jesus em Belém, a cidade de Nazaré, o local da crucificação e a tumba vazia—um sentido da realidade de Jesus começou a surgir.
Mais tarde ele declarou:
“Foi quando eu estava na Terra Sagrada para realizar três programas de televisão para a BBC sobre o Novo Testamento que uma… certeza apoderou-se de mim sobre o nascimento, ministérios e crucificação de Jesus. … Eu percebi que de fato existiu um homem, Jesus, que também era Deus”.
Alguns estudiosos alemães altamente críticos dos séculos 18 e 19 questionaram a existência de Jesus, dizendo que tais figuras principais como Pôncio Pilatos e clérigo chefe Caifás dos relatos do evangelho nunca foram confirmados como reais. Não foi possível nenhuma resposta até meados do século 20.
Arqueólogos confirmaram a existência de Pilatos em 1962 quando descobriram este nome incluído em uma inscrição em uma pedra escavada. Da mesma maneira, a existência de Caifás era incerta até 1990, quando um ossuário (caixa de ossos) foi descoberto contendo esta inscrição. Os arqueólogos também descobriram o que acreditam ser a casa de São Pedro e uma caverna onde João Batista teria feito seu batizado.
Por fim, talvez a evidência histórica mais convincente da existência de Jesus foi a rápida ascensão do cristianismo. Como pode ser explicado sem Cristo? Como esse grupo de pescadores e outros trabalhadores poderiam ter inventado Jesus em um poucos anos? Durant respondeu sua própria questão introdutória—Cristo realmente existiu?—com a seguinte conclusão:
Alguns homens simples terem inventado em uma geração uma personalidade não poderosa e atraente, tão elevada, ética e inspiradora de uma visão de irmandade humana, seria um milagre ainda mais incrível do que os registrados nos evangelhos. Após dois séculos de muitas críticas a descrição da vida, personalidade e ensinamentos de Jesus permanecem razoavelmente claras e constituem uma das obras mais fascinantes da história do Ocidente.

O veredito dos estudiosos

Clifford Herschel Moore, professor da Universidade de Harvard, declarou sobre a historicidade de Jesus que “o cristianismo conheceu seu salvador e redentor e não um deu qualquer cuja história era baseada em fé mítica. … Jesus foi histórico e não um ser mítico. Nenhum mito remoto ou desagradável introduziu-se na crente cristão; sua fé baseava-se em fatos positivos, históricos e aceitáveis”.
Poucos historiadores sérios ainda concordam com as afirmações de Ellen Johnson e Bertrand Russell de que Jesus não existiu. A ampla documentação da vida de Jesus por escritores da época, seu profundo impacto histórico e a evidência tangível e confirmadora da história persuadiram os estudiosos de que Jesus de fato existiu. Será que um mito poderia ter feito tudo isso? Apenas alguns estudiosos extremamente céticos dizem que não.
Dr. Michael Grant da Cambridge escreveu: “resumindo, os métodos críticos modernos falham em suportar a teoria de Cristo como mito. Ela foi diversas vezes respondida e eliminada por estudiosos de primeira linha. Nos últimos anos nenhum estudioso sério se aventuraria a postular a não historicidade de Jesus”.
O historiador da Yale Jaroslav Pelikan declarou: “independente do que qualquer um possa pensar ou acreditar sobre ele, Jesus de Nazaré foi uma figura dominante na história da cultura ocidental por quase vinte séculos. … É de seu nascimento que a maioria das raças humanas datam seus calendários, é em seu nome que milhões amaldiçoam e rezam”.

Jesus voltou mesmo dos mortos?

A grande questão do nosso tempo é “quem é o verdadeiro Jesus Cristo”? Ele foi somente um homem excepcional ou ele era mesmo Deus feito carne como Paulo, João e os outros discípulos acreditavam? (Consulte “Jesus é Deus?”)
As testemunhas de Jesus Cristo realmente falaram e agiram como se acreditassem que ele fisicamente se ergueu dentre os mortos após sua crucificação. Se eles estivessem errados, o cristianismo teria se baseado em uma mentira. Mas se estivessem certos, tal milagre confirmaria tudo o que Jesus disse sobre Deus, sobre si mesmo e sobre nós.
Devemos aceitar a ressurreição de Jesus Cristo somente pela fé ou existe evidência histórica sólida? Muitos céticos começaram investigações sobre os registros históricos para provar que os registros da ressurreição são falsos. O que eles descobriram?

Houve mesmo uma Conspiração “Da Vinci”?

“O sorriso da Mona Lisa” instiga a maior teoria de conspiração do mundo sobre Jesus Cristo. Jesus e Maria Madalena casaram-se? Constantino ordenou a destruição dos verdadeiros registros de Jesus Cristo para reinventá-lo como o Deus que os cristãos idolatram hoje em dia?

Jesus disse o que acontece após a morte?

Se Jesus ressuscitou, apenas Ele conhece o outro lado. O que disse Jesus sobre o significado da vida e sobre o nosso futuro? Existem vários caminhos para Deus ou Jesus afirmou ser o único? Leia as respostas iniciais em “Por que Jesus?”

Jesus pode trazer significado para a vida?


“Por que Jesus?” examina a questão se Jesus é ou não relevante nos dias de hoje. Jesus pode responder as grandes questões da vida: “Quem sou eu?” Por que estou aqui? E, “Para onde estou indo?” Catedrais vazias e crucifixos nos levam a pensar que Ele não nos pode responder, e que Jesus nos deixou a mercê de um mundo fora de controle. Mas Jesus fez afirmações acerca da vida e do propósito aqui na terra, que necessitam ser examinadas antes que se escreva algo que fale de alguma espécie de impotência da Sua parte. Este artigo examina o mistério do porque de Jesus ter vindo à Terra.

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