sexta-feira, 8 de agosto de 2014


4– O Amor e o Medo



Todos os pensamentos e atos humanos se baseiam no amor ou no
medo. Não há outra motivação humana, e todas as outras idéias se originam 
dessas duas. São simplesmente versões diferentes – variações do mesmo tema. 
Pense bastante sobre isso e perceberá que é verdadeiro. É o que Eu chamei de 
Pensamento Responsável, um pensamento de amor ou de medo. É o primeiro 
pensamento, por trás do pensamento – sua força motora. É a energia natural 
que põe em movimento a máquina da experiência humana.
 E eis aqui como o comportamento produz experiência após experiência; 
é por isso que os seres humanos amam, depois destroem e então amam 
novamente: sempre existe a passagem de uma emoção para outra. O amor 
abona o medo, que abona o amor que abona o medo...
 ... e o motivo é a primeira mentira – aquela que vocês têm como 
verdadeira em relação a Deus – a de que não se pode confiar Nele; nem 
depender do Seu amor; e que a aceitação Dele a seu respeito é condicional; 
que, portanto, o resultado final é incerto. Porque se vocês não puderem 
confiar em que o amor de Deus sempre existirá, no amor de quem poderão 
 ... e então sucede que quando vocês juram o seu amor mais sublime, 
enfrentam o seu maior medo.
 Porque a primeira coisa com que se preocupam, depois de dizerem 
"eu o amo”, é se ouvirão o mesmo como resposta. E se ouvirem, começarão 
imediatamente a preocupar-se com a possibilidade de perderem o amor, que 
acabaram de encontrar. E por isso toda ação se torna uma reação – uma 
defesa contra a perda – até mesmo quando vocês tentam defender-se contra a 
perda de Deus. Contudo, se soubessem Quem São – os seres mais 
maravilhosos e notáveis que Deus já criou – nunca sentiriam medo. 
Quem os poderia rejeitar? 

Nem mesmo Deus encontraria falhas em seres assim.

 Mas vocês não sabem Quem São, e se consideram ser muito menos. E 
de onde tiraram a idéia de que são menos do que maravilhosos? Das únicas 
pessoas cujas palavras aceitariam para tudo: sua mãe e seu pai. Elas não lhes 
disseram que são demais isso, e não o suficiente aquilo? Não lhes lembraram 
que devem ser vistos e não ouvidos?Essas são as mensagens que vocês 
receberam, e embora elas não estejam de acordo com as normas, e portanto 
não sejam de Deus, poderiam ter sido, porque certamente vieram dos deuses 
 Também é a experiência que levam para Mim. A partir dessa 
experiência, tiram suas conclusões sobre Mim. Dentro dessa estrutura, 
contam a sua verdade. Dizem: “Deus é amoroso, mas se vocês não cumprirem 
os Seus Mandamentos, Ele os punirá com o desterro e a condenação eterna. 
Por isso tentam imaginar como deve ser o amor de Deus baseado no que 
sabem sobre o amor no mundo. Vocês projetaram o papel de ”pai“ em 
Deus, e por esse motivo imaginam um Deus que julga, recompensa ou pune, 
baseado em como Ele se sente em relação ao que fizeram. Não tem nada a ver 
 Tendo assim criado todo um sistema de pensamento sobre Deus 
baseado na experiência humana, em vez de nas verdades espirituais, vocês 
imaginaram toda uma realidade a respeito do amor. É uma realidade baseada 
no medo, na idéia de um Deus temível e vingativo. E a pesar do fato de que 
a nova teologia que iria substituí-la seria realmente a sua salvação, vocês 
não podem aceitá-la, porque a idéia de um Deus que não deve ser temido, 
não julga e não tem motivos para punir é maravilhosa demais para ser aceita 
dentro de sua crença maior em Quem e O Que Deus É.

Continua...4.1

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